Domingo, 22 de Junho de 2008
Recúo.

Vibrações que causam nauseas...

 

Arrepios que causam histerias na pele do mais magro dos humanos.

 

Rapidez sonora ao detectar o splash da queda de duas ou três gotas de sumo de maçã no calção de fibras brancas obtidas dos frutos de algumas espécies do gênero Gossypium (algodoeiro), família malvaceae, ou seja, de algodão.

 

Funcionamento do sistema sensorial aquando do reconhecimento ambiental por parte dos proprioceptores, que levam a uma viajem de recúo no tempo. Extraordinário.

Neste Recúo a visão do humano tem a qualidade da Quartz 2х8S-1М, e com este modo de "ver", visualizamos crianças a descer a rua de bicicleta, e, ou com carrinhos de esfera, actividades de outrora.

 

Sociedade despreocupada com o futuro, esta com a visão da quartz...


Nowadays, como dizem os ingleses...

 

As "crianças" (14 e 15 anos de idade) descem as ruas de motociclos denominados: "acelera".

 

 

O Mundo e a tecnologia evoluem...

 

Vejo os prós da tecnologia em avanço... 

 

Mas também vejo os contra.

 

 

 

 

 

 


música: June 9th - Boards of canada

© Publicado por Rfn às 22:05
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Sábado, 5 de Abril de 2008
Problema de Expressão.
Ouço, cheiro, sinto...

Vagueio no mundo que não me é proprício, num mundo onde me é primitido fazer tudo o que der na real-gana ...

Tento, não consigo, nunca conseguirei...

Esqueço? Não! Sim, é melhor.

Incapacidade perante todos os obstáculos que gostaria de "passar a ferro", como o Homem que atropela o rato, o coelho, ou o ouriço à noite sem visisbilidade, sem remorsos, sem... sem tudo.

Problema de expressão colocas-me abaixo de cão...

Problema de expressão...

Problema de expressão.

música: 1000 people - Blackfield

© Publicado por Rfn às 19:03
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Sábado, 22 de Março de 2008
Inevitável.
Olho pela janela, visualizo mar... Aquela imensidão esbelta rica em ecossistemas e fornecedor da espécie humana nuns quantos aspectos.

...

Olho por outra janela no lado oposto da estrutura onde me encontro e vejo verde...  Grandes prados verdejantes que me suscitam uma enorme paz naturalistica, entre outras sensações não menos vitais, pelo contrário.

Beleza Natural, ao primeiro olhar insignificante...
Beleza Natural sem mão humana...  ["Sem mão humana". (acho que esta passagem não necessita de comentário algum,  a conclusão é de fácil precepção.)]
Beleza Natural não respeitada...
Beleza Natural que se extingará, sem o homem dar por nada, num piscar de olhos... Num estalar de dedos.
...

O verde dos prados, o azul do mar, o calor, o frio, a beleza natural, o aroma, as sensações, os deja vu(s)... Poderiam eventualmente ser uma presença habitual de futuro... 

Mas as probabilidades são muito baixas.

O ambiente está a morrer...
Mais cedo ou mais tarde, por sua vez, morrerão os ecossistemas...
O Desgelo glaciar será de escala planetária...
Dar-se-á o desaparecimento de locais absolutamente capazes de deixar qualquer humano num estado de estupefaccismo...

"Final do pão nosso de cada dia..."

Poderia referir outras tantas causas, consequências e muitos outros acontecimentos relacionados com a questão, mas a beleza com que me deparei hoje foi mais que suficiente para me fazer ponderar... Reflectir sobre o final de si própria, causado por este ser miserável que deveria ser punido, e que o será, por não respeitar tão belas dádivas como a vida e a natureza.

Ao fim ao cabo a Morte humana será Inevitável.

...

O ser humano está a acabar com algo que  lhe foi concedido...

Algo com que não soube lidar.



música: Photosynthesis - Carbon based Lifeforms

© Publicado por Rfn às 18:14
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Desconheço...
Poderia dizer o que me vai na alma, poderia ainda dizer o que não me vai na alma.
A minha escolha passa pelo gritar, gritar num acto de desespero total...

Gritei...

Então questiono-me...

Porque gritei!?

Após tão fascinante questão, a minha atividade neurocognitiva depara-se com a resposta e diz-me: "Porque estavas desesperado, não?!"

...

Deparo-me com a resposta em militrisilésimas (o menor que existir)de segundos e aí surge outra questão... Eiiii!? Can you explain to me now!? Why the desespero?

...


Dessa vez a minha actividade neurocognitiva não teve a mesma agilidade, nem tão pouco o mesmo desempenho... Pensou, imaginou, reflectiu, deduziu, criou... mas não obteve resposta.
Será esta incapacidade, um problema ou uma paranóia muito paranóica da minha imaginação fértil?
Será apenas uma revolta constante, contra aquilo ou aqueles que não merecem qualquer tipo de consenso?

Desconheço...

Há que tentar uma, seguida de duas e de muitas outras vezes, obter a compreensão.


Publicado por Rfn (eu) no Blogzinho a 02/03/08.

música: World of sleepers - Carbon based lifeforms

© Publicado por Rfn às 00:06
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Rotina carrosselistíca.
Carrossel!

A vida das pessoas é como um carrossel que anda em sua volta preso por um eixo, que ao ultrapassar as 31 mil voltas, encontra-se no mesmo local, ou lá perto.

Na vida das pessoas chamo esta rotação carrosselistíca de Rotina.

Acumula-se o stress, a depressão e sem se dar por nada chega-se ao estado crítico. Gritos de revolta, de medo, de raiva... Acções repentinas que, dramatizando, são capazes de mover montanhas e placas tectonicas, formando gigantescos abalos de terra.
Acções onde quem sofre mais são os segundos, os individuos acompanhantes do portador da doença.

Poderia imaginar uma esfera só minha com conteúdo extremamente alegre e cativante, mas olho à minha volta e encontro 46% da população mundial em baixo como um pneumático de um automóvel sem ar.

A depressão dos deprimidos é tanta que quase contagia,  as pessoas passam de "normais" a "stocks farmaceuticos", onde predominam as pilúlas anti-depressivas.

...

Deprimente?

música: Away - The Toadies

© Publicado por Rfn às 15:44
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Domingo, 16 de Março de 2008
Preconceito.
Pincéis...
Lápis...
Uma Moeda de 20 cêntimos...
Canetas de tinta permanente...
Pilhas alcaínas...

Tudo em minha volta...

Poderia imaginar um prado verdejante com árvores em forma de pilhas alcaínas, com folhas em forma de moedas de 20 cêntimos. Poderia criar um lago com peixes com rabo em forma de pincél... Mas não o fiz...

Imaginei todos estes objectos num só e criei uma espécie de monstro gigantesco com uma aparência fraca, (sem qualquer tipo de preconceito) mas interiormente querido sem qualquer tipo de maldade. Mesmo sendo ele extremamente bondoso,  possui a capacidade de aterrar uma imensidão de pessoas, diria mesmo uma quase totalidade. É olhado de lado, é colocado fora de tudo, a posse de uma aparência horrenda é a causa de todo o  terror e reacções...

A minha intenção sempre foi formar uma criatura bondosa e não bonita. O meu monstrinho melhor que qualquer perfeição exterior, não foi aceite pela sua aparência...

O mesmo acontece numa realidade que não é a minha...

Realidades sociais...

Os montros em aparência, nos dias correntes continuam a ser rejeitados e não são explorados com o objectivo de se alcançar o acesso ao fundo, ao buraquinho possuidor dos sentimentos e das acções... Uma realidade social não falsa... que tende a aumentar...

Os monstros não existem.

Monstro...

Sou eu...

És tu.

música: Mein - Deftones

© Publicado por Rfn às 23:38
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